Missa de sétimo dia: quanto custa e como pedir

A missa de sétimo dia não tem preço. A Igreja não cobra pela celebração de uma missa: o que a família entrega é uma oferta livre, e nenhum sacerdote pode exigir pagamento por um sacramento, porque cobrar seria simonia. É o que diz o Código de Direito Canónico nos cânones 945 a 958: o sacerdote pode aceitar a oferta para aplicar a missa por uma intenção concreta, mas toda a aparência de negócio ou de tráfico fica excluída, e o valor de referência é fixado pela diocese ou pela província eclesiástica.

Na prática, quem procura saber quanto custa uma missa de sétimo dia encontra três cenários. Nas paróquias brasileiras a taxa de comunidade ronda os 30 reais, e as missas de sétimo dia ou de 30 dias pedidas com mais estrutura (coro, flores, intenções lidas em voz alta) variam entre 100 e 500 reais, conforme a tabela da arquidiocese. Em Portugal e em Espanha não existe preço: existe uma oferta de referência fixada pela diocese, quase sempre uma quantia simbólica. E quando a família não tem condições, a missa é celebrada exatamente da mesma maneira, porque a oferta nunca foi condição para a celebração.

Se preferir tratar disto sem ir à paróquia, nós celebramos a sua intenção: a missa simples custa 10 $, o Tríduo (três missas) 30 $, a Novena (nove missas) 90 $ e as missas gregorianas (trinta) 325 $. O pedido faz-se online em 3 passos e leva menos de dois minutos.

✝️ Uma missa de sétimo dia pela sua intenção

Escreva o nome do falecido e o que quer pedir. Um dos nossos sacerdotes celebra a missa e a família recebe a confirmação.

✝️ Pedir a missa, desde 10 $

Quanto custa uma missa de sétimo dia, na prática

Os valores que circulam na internet misturam três coisas diferentes: a oferta de referência que a diocese sugere, o que a paróquia pede para cobrir despesas e o que algumas famílias decidem oferecer por vontade própria. Separando as três, fica mais fácil entender:

Onde e como Quanto se oferece
Paróquia, taxa de comunidade no Brasilem torno de R$ 30
Paróquia, missa de 7º dia ou de 30 dias com mais estruturaR$ 100 a R$ 500, conforme a paróquia
Paróquia em Portugal ou em Espanhaoferta de referência da diocese, quase sempre simbólica
Família sem condições de oferecer0, a missa celebra-se igualmente
Connosco, celebrada pelos nossos sacerdotesde 10 $ (4 conjuntos, até 325 $)

Repare que nenhuma linha da tabela é um preço no sentido comercial. A missa é o sacrifício de Cristo, e o sacrifício é gratuito. O que existe é a oferta que sustenta o sacerdote e a paróquia, e o Código de Direito Canónico é explícito ao mandar excluir qualquer aparência de negócio. Quem tenta vender missas com assinatura impressa está fora da lei da Igreja, e em alguns países até da lei civil.

O que a Igreja manda sobre dinheiro e missa

Três cânones resolvem quase todas as dúvidas. O cânone 945 diz que, segundo o costume aprovado da Igreja, qualquer sacerdote que celebre ou concelebre uma missa pode aceitar uma oferta para a aplicar por uma intenção concreta. O cânone 947 acrescenta que se deve excluir por completo qualquer aparência de tráfico ou de negócio na oferta das missas. E o cânone 952 confia aos bispos da província eclesiástica a fixação do valor de referência, que o fiel pode sempre superar ou ficar abaixo conforme as suas posses.

O que isto significa na prática, para quem está a organizar a missa de sétimo dia: você não está a comprar um serviço, está a fazer uma oferta. A paróquia pode indicar um valor de referência e a secretaria costuma pedi-lo para organizar a agenda, mas ninguém pode recusar a celebração por falta de dinheiro. Se alguém lhe disser que a missa só se celebra mediante pagamento, essa pessoa está a contrariar a norma da própria Igreja.

Vale ainda lembrar a diferença entre oferta e estipêndio. O estipêndio é a oferta entregue ao sacerdote para que ele aplique uma missa por uma intenção determinada, e um sacerdote não pode aceitar dois estipêndios pela mesma missa. Já a oferta da família à paróquia serve para as despesas da celebração e para a vida da comunidade. Nas duas coisas, o que manda é a liberdade de quem dá.

Como pedir uma missa de sétimo dia em 3 passos

  1. Reúna os dados. Nome completo do falecido, data do falecimento e a intenção: descanso eterno, ação de graças pela vida dele, consolo para a família. Se houver vários nomes, escreva-os pela ordem que quiser. Não é preciso mais nada.
  2. Escolha onde pedir. Na paróquia onde a família costuma ir, onde a missa é celebrada em comunidade e a família pode estar presente. Ou online, se as pessoas estão em cidades diferentes, se a paróquia não tem horário livre na data certa ou se prefere tratar de tudo em cinco minutos sem sair de casa. Na nossa página de intenções escolhe o conjunto de missas, escreve o nome e conclui a oferta.
  3. Confirme o dia e a oferta. A missa de sétimo dia é celebrada sete dias depois do falecimento. Peça o horário com antecedência, sobretudo se houver terço antes, e ajuste o valor da oferta ao que a família pode dar: ele é livre, e ninguém deve sentir-se constrangido.

Se decidir pedir online, todo o processo cabe numa página: pedir uma missa pela sua intenção.

Quando o sétimo dia cai num domingo ou numa solenidade

A norma litúrgica das exéquias permite celebrar a missa exequial todos os dias, exceto nas solenidades de preceito, na Quinta-Feira Santa, no Tríduo Pascal e nos domingos do Advento, da Quaresma e do Tempo Pascal. Quando o sétimo dia cai num desses dias, a celebração costuma ser antecipada para a véspera ou passada para o dia seguinte, e a intenção mantém-se. Combine isso com a paróquia ainda na primeira semana, porque a agenda dos sacerdotes enche depressa em novembro e na Quaresma.

Há também a questão prática dos cemitérios e das capelas. Muitas famílias fazem o terço no velório, a missa de corpo presente no dia do sepultamento e depois a missa de sétimo dia uma semana depois, quando a poeira assenta e as pessoas que vieram de longe já voltaram para casa. Se for esse o caso, avise a paróquia logo no primeiro dia: é mais fácil reservar dois horários de uma vez do que voltar à secretaria depois.

Missas de 30 dias, de um ano e gregorianas: o que pedir

Depois do sétimo dia, a tradição portuguesa e brasileira marca outras datas: a missa de 30 dias (o mês), a de um ano e, em alguns casos, a de Sete Anos. Não são obrigatórias, são devoção, e cada família escolhe o ritmo que consegue manter. A prática mais comum é pedir a de sétimo dia, a de mês e a de um ano.

Há ainda as missas gregorianas: trinta missas celebradas em trinta dias seguidos pela mesma intenção, uma tradição que vem de São Gregório Magno. É o conjunto mais completo de sufrágios que se pode pedir, e também o mais caro, porque ocupa o sacerdote durante um mês inteiro. As nove missas da novena são a versão mais curta do mesmo gesto.

Quanto tempo dura a missa de sétimo dia

De 45 a 70 minutos, como qualquer missa de exéquias. Ela é celebrada uma semana depois do falecimento e tem a mesma estrutura da missa de corpo presente. Se houver terço antes, some de 20 a 30 minutos.

Se estiver a organizar o dia, conte com o terço antes, que ocupa mais 20 a 30 minutos, e com o tempo de chegada e de estacionamento. Para comparar com outros tipos de celebração, veja quanto tempo dura uma missa e quanto dura a missa de domingo.

E se a família não puder oferecer nada?

Pede a missa na mesma. A oferta não é um bilhete de entrada, e o sacerdote não pode condicionar a celebração ao dinheiro. Se a situação da família é difícil, basta dizer isso na secretaria da paróquia: a intenção é registada e a missa é celebrada. Nas paróquias com muitas intenções, a data pode ficar mais distante, porque há uma fila, mas a missa acontece.

O que se pede não é dinheiro, é memória. Na tradição católica, rezar por quem morreu é o gesto mais concreto de amor que sobra a quem fica:

Eterno descanso dai-lhes, Senhor, e a luz perpétua os ilumine. Descansem em paz. Amém.

Pode rezar esta oração em casa, junto ao túmulo ou antes de dormir, nos dias em que a missa ainda não foi celebrada.

Pedir a missa online, sem sair de casa

Muitas famílias já não vivem na mesma cidade, e a missa de sétimo dia junta irmãos espalhados por três países. Pedir a missa online resolve dois problemas ao mesmo tempo: ninguém tem de ir à secretaria e a intenção é celebrada por inteiro, sem depender da agenda de uma paróquia cheia. O pedido faz-se num formulário curto, com o nome do falecido e o que se quer pedir, e a oferta escolhe-se logo a seguir, de 10 $ a 325 $.

Se preferir o modelo maior, com várias missas seguidas pela mesma pessoa, os conjuntos estão explicados em mandar celebrar uma missa por alguém, com 4 opções e a explicação do que cada uma inclui.

Perguntas frequentes sobre a missa de sétimo dia

Quanto custa uma missa de sétimo dia?

Não tem preço. A Igreja não cobra pela celebração de uma missa: a família entrega uma oferta livre, e o valor de referência é fixado pela diocese. No Brasil, a taxa de comunidade ronda os R$ 30 e as missas de 7º dia ou de 30 dias com mais estrutura variam entre R$ 100 e R$ 500. Connosco, a missa simples custa 10 $ e o pedido é online.

Tem de se pagar a missa de 7º dia?

Não. O Código de Direito Canónico manda excluir por completo qualquer aparência de tráfico ou de negócio na oferta das missas. A paróquia pode indicar um valor de referência para organizar a celebração, mas ninguém pode recusar celebrar a missa por falta de dinheiro. Se lhe disserem que só se celebra mediante pagamento, estão a contrariar a norma da própria Igreja.

Então por que a paróquia pede um valor?

Porque a oferta sustenta o sacerdote, a igreja e as obras da paróquia, e porque a diocese fixa um valor de referência para evitar abusos. É uma referência, não uma taxa obrigatória: quem pode oferece, quem não pode pede a missa na mesma. O que a Igreja proíbe é exigir pagamento por um sacramento.

Qual é o valor de referência da oferta?

Depende da província eclesiástica. O cânone 952 confia aos bispos da província a fixação do valor, e cada diocese publica a sua tabela. Em Portugal e em Espanha a oferta é quase sempre uma quantia simbólica; no Brasil a taxa de comunidade fica em torno de R$ 30, e as celebrações com mais estrutura sobem conforme a paróquia.

Como se pede uma missa de sétimo dia?

Em 3 passos: reúna o nome completo do falecido, a data do falecimento e a intenção; escolha onde pedir, na paróquia da família ou online; e confirme o dia e o valor da oferta. Se pedir online, tudo se resolve num formulário curto, e a intenção chega antes de qualquer pagamento.

Quanto tempo antes se deve pedir a missa de sétimo dia?

Assim que a data do falecimento estiver confirmada, de preferência nos primeiros dois ou três dias. A missa é celebrada sete dias depois, e as paróquias têm fila de intenções; pedindo cedo, reserva-se o horário e o dia certos. Connosco, a celebração costuma acontecer no prazo de uma a duas semanas.

Posso pedir missa por alguém que morreu há anos?

Sim, e é muito comum. A missa pode ser pedida por qualquer pessoa falecida, em qualquer data: aniversário do falecimento, Dia de Finados, mês de nascimento ou simplesmente quando a saudade aperta. Não é preciso justificar a data nem ter participado no velório.

A missa de sétimo dia pode ser celebrada noutro dia?

Pode, quando o sétimo dia cai numa solenidade de preceito, na Quinta-Feira Santa, no Tríduo Pascal ou num domingo do Advento, da Quaresma e do Tempo Pascal. Nesses casos a celebração é antecipada para a véspera ou passada para o dia seguinte, e a intenção mantém-se exatamente a mesma.

Posso pedir a missa por alguém que ainda está vivo?

Sim. A intenção de missa serve para vivos e para falecidos: cura, ação de graças, proteção, uma cirurgia, um pedido difícil. A estrutura da celebração é a mesma e a oferta também. Só é preciso dizer no pedido por quem é e o que se pede.

Como funciona a missa de sétimo dia pedida online?

Escreve o nome do falecido e a intenção num formulário curto, escolhe o conjunto de missas e conclui a oferta no formulário seguro. Um dos nossos sacerdotes celebra a missa, normalmente no prazo de uma a duas semanas, e a família recebe a confirmação. A oferta começa em 10 $ e é dedutível.

Uma última coisa antes de fechar

A missa de sétimo dia é o momento em que a família volta a estar junta depois do caos do velório, agora sem pressa. Vale a pena chegar dez minutos antes, sentar-se onde todos se possam ver e deixar a celebração fazer o que ela faz: colocar o nome daquela pessoa no altar, uma vez mais, com a Igreja inteira a rezar junto. Se a decisão ficar para depois e você quiser primeiro entender o que se pode escrever no pedido, o guia em PDF responde a isso em três páginas.

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