Os sete sacramentos são sinais visíveis instituídos por Cristo que conferem graça. O Catecismo ensina: «Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, pelos quais a vida divina nos é dispensada» (CIC 1131).
Os sacramentos agem ex opere operato, sua eficácia não depende da santidade do ministro, mas de Cristo agindo através da Igreja.
O primeiro e fundamental sacramento. Pela água e a fórmula trinitária, o pecado original é lavado, a pessoa renasce como filho de Deus e é incorporada à Igreja. Necessário para a salvação (João 3,5).
Completa a graça do Batismo. Pela imposição das mãos e unção com o Sagrado Crisma, o confirmado recebe a plenitude do Espírito Santo e é fortalecido para testemunhar Cristo.
A fonte e o cume da vida cristã. Jesus Cristo está verdadeiramente presente (Corpo, Sangue, Alma e Divindade) sob as aparências de pão e vinho. É o sacrifício de Cristo, o memorial de Sua Paixão e o banquete da comunhão.
Através da confissão a um sacerdote e da absolvição, os pecados após o Batismo são perdoados. Jesus instituiu este sacramento em João 20,23: «Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados.»
Proporciona cura espiritual e física aos gravemente enfermos ou idosos. Pela unção com óleo bento e oração, o enfermo é fortalecido e os pecados são perdoados.
Ordena homens para servir como bispos, presbíteros ou diáconos. Confere autoridade para agir na pessoa de Cristo, especialmente na celebração da Eucaristia.
Estabelece uma aliança vitalícia entre um homem e uma mulher batizados, ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação dos filhos. É indissolúvel, um sinal da aliança de Cristo com a Igreja.
Os sete sacramentos acompanham o cristão do nascimento à morte, cada um um encontro com Cristo ressuscitado. Os fiéis são encorajados a participar ativamente da vida sacramental.
Sim, pode. A eficácia dos sacramentos não depende da santidade pessoal do ministro, mas de Cristo, que age através dele. Por isso dizemos que os sacramentos agem ex opere operato. Mesmo um sacerdote indigno administra validamente o Batismo, a Eucaristia e os demais sacramentos. Isso nos dá segurança, pois nossa fé repousa em Cristo, não nos homens.
Você deve sempre pedir perdão a Deus em oração, e isso é bom. Mas para os pecados graves cometidos após o Batismo, Cristo instituiu a confissão sacramental quando disse aos apóstolos que perdoassem os pecados. A absolvição dada pelo sacerdote é o sinal visível do perdão de Deus. Em caso de perigo de morte sem sacerdote, um ato de contrição perfeita também reconcilia.
A Igreja confia essas crianças à misericórdia de Deus e espera firmemente pela sua salvação. O Batismo é necessário para a salvação, mas Deus não está limitado aos seus próprios sacramentos. O Catecismo fala da grande misericórdia de Deus e da ternura de Jesus para com as crianças. Por isso não desesperamos, mas confiamos e apressamos o batismo dos pequenos.
A comunhão exige estar em graça, ou seja, sem pecado grave não confessado. Quem cometeu pecado mortal deve primeiro se reconciliar na confissão. Também não devem comungar os que rejeitam a fé católica ou vivem em situação pública contrária à doutrina. Isso não é exclusão, mas cuidado com a santidade da Eucaristia e com o bem da pessoa.
Não é divórcio. A anulação declara que o vínculo matrimonial nunca existiu validamente, por falta de algum elemento essencial, como liberdade, consentimento ou forma canônica. O divórcio dissolve a união civil, mas não o vínculo sacramental. A Igreja só declara nulo o que já era nulo desde o início. O processo busca a verdade sobre aquele casamento concreto.
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